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Além da velocidade: qual é o futuro das conexões de internet?

Nas últimas décadas, tivemos a oportunidade de acompanhar a evolução da internet, desde a conexão discada até a chegada da alta velocidade com a tecnologia da banda larga. De lá para cá, trabalhamos com modens barulhentos, hubs com muitas portas, uma infinidade de cabos e, mais recentemente, com roteadores wireless e adaptadores cada vez menores.

Saímos dos meros 56 kilobits por segundo e chegamos aos incríveis 50 megabits por segundo. Com a chegada da tecnologia de fibra óptica, a tendência para o futuro é animadora, com conexões domésticas ultrapassando facilmente a casa dos 50 gigabits por segundo. Ocorre, no entanto, que a internet não se resume ao fator “velocidade”.



Hoje, temos a certeza de que o mundo virtual é composto por uma série de elementos, que vão desde as tecnologias utilizadas (que incluem a velocidade máxima de download e upload) até os serviços disponíveis que compõem o ecossistema online. Neste artigo, vamos comentar como será o futuro do mundo cibernético nesta próxima década.

Internet gigabit e redes 802.11ad

Sejamos sinceros: largura de banda nunca é demais. Tudo bem, sabemos que não desfrutamos de toda a internet pela qual pagamos, ainda mais em um país que as operadoras não são obrigadas a fornecer todos os recursos da tecnologia contratada. Atualmente, em tempos de banda larga de 10 mega, acabamos nos contentando com 1 mega.
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No entanto, considerando a evolução acelerada da internet, em uma década poderemos estar com conexões de banda larga do tipo “gigabit”, ou seja, linhas de 10 giga que vão oferecer downloads de até 1 gigabyte por segundo (consideramos aqui que, até lá, os componentes de rede e os SSD estarão aptos a trabalhar com tamanho volume de dados).

Ao longo desses dez anos, veremos o padrão 802.11n, comum nas atuais redes sem fio, ser aposentado, acompanharemos a chegada e o fortalecimento dos produtos 802.11ac (que vão garantir taxas de transferência de até 600 Mbps) e, posteriormente, veremos as redes “WiGig” — formalmente conhecidas pelo padrão IEEE 802.11ad — ganhando espaço.
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A tecnologia 802.11ad deve ser demonstrada em 2014, mas pode demorar um bocado de anos até chegar aos lares e locais públicos. Arriscar um palpite para antes de 2023 é um tanto quanto ilusório, visto que qualquer padrão WiFi pode demorar até que seja devidamente testado e implementado nos dispositivos.

A internet em quase todos os lugares

Se tudo continuar do jeito que está indo, na próxima década poderemos ter redes WiFi nos lugares mais inusitados. Com a introdução de um novo padrão, os sinais dos aparelhos de rede sem fio poderiam ir mais longe e garantir conexão em quase todos os ambientes públicos e privados.

É claro que nem tudo é tão simples e, segundo o presidente da Linktel, cobrir uma cidade toda como São Paulo é impossível. Devemos considerar que ele está pensando nos atuais dispositivos e em uma arquitetura viável para o presente. No entanto, muita coisa pode mudar em dez anos e quem sabe teremos as redes dominando nas principais metrópoles.

5G: a internet móvel quase lá

Com o 4G chegando ao Brasil, temos a impressão de que estamos prestes a conferir uma verdadeira revolução nas conexões móveis. Entretanto, assim como ocorreu com o 3G, a nova tecnologia deve demorar até ganhar estabilidade e mostrar seu verdadeiro poder — para muitos, o 3G ainda não se mostrou grandioso.

Nossa aposta para a próxima década não é o 4G, mas temos confiança de que até lá poderemos navegar nas redes 5G, com velocidades quase tão boas quanto a das melhores conexões cabeadas atualmente, ou seja, conexões com taxas de download próximas de 50 Mbps.

Pensando nessa evolução desenfreada das tecnologias, é bem possível que, na próxima década, os celulares já utilizem baterias mais robustas, podendo permanecer conectados às redes 5G constantemente. Essa permanência no mundo online seria apenas um dos avanços que nos levaria a explorar um ecossistema tão sonhado por muitas empresas.

O sonho da Google vira realidade

Seja via WiFi, internet cabeada ou redes 5G, o grande plano da Google é criar um mundo virtual amplo o suficiente para comportar sistemas operacionais. A empresa já vem trabalhando nessa ideia, mas, até agora, não pudemos ver grandes avanços (principalmente em países como o Brasil, que têm internet precária).
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Por um lado, essa ideia de manter tudo online é muito boa, pois evita problemas com backups, vírus e outros tantos inconvenientes. Por outro, temos as instabilidades nas conexões de internet, as quais podem afetar a experiência de uso no cotidiano. Se o Chrome OS vai dar certo, somente o tempo dirá, mas a ideia não é tão avoada como muitos pensam.

É importante notar que nem todas as empresas pensam em um sistema online, todavia, para a próxima década, algumas vão apostar em softwares híbridos. Basicamente, esse conceito deve garantir um conceito parecido com o do Dropbox aplicado a todas as pastas de documentos. Ao criar um arquivo, ele será salvo na web e quaisquer alterações são guardadas na nuvem.

Jogos, documentos e vida online

Assim como a Google, outras empresas vêm pensando em criar mundos online que garantam mais conforto e utilidade para o usuário. A Sony, por exemplo, pretende apostar alto na ideia dos games na nuvem. Depois de comprar a Gaikai, a companhia já deixou claro que o PlayStation 4 vai rodar jogos online e instantaneamente.

Em teoria, a rede da Sony deve permitir que os jogadores experimentem os games (inclusive os de gerações anteriores), compartilhem vídeos, façam compras e mantenham seus dados de progresso na nuvem. É claro que o serviço da Gaikai ainda vai possibilitar a jogatina multiplayer, oferecer chat em tempo real e outras tantas funcionalidades que já existem.

Além da Sony, outras empresas (como a Microsoft) podem vir com ideias semelhantes para seus dispositivos. Dez anos é um tempo considerável e não duvidamos nada que os documentos, músicas, vídeos e qualquer outro tipo de conteúdo sejam mantidos na nuvem. Até lá, toda a infraestrutura das redes terrestres ou aéreas possibilitarão tais avanços.

TVs conectadas à nuvem

Já faz algum tempo que o acesso à internet deixou de ser um recurso exclusivo dos computadores. No entanto, ela ainda não dominou todos os dispositivos. Pode ser que, na próxima década, nem todos os produtos estejam conectados à nuvem, até porque isso não é exatamente necessário.

De qualquer forma, podemos ter a certeza de que alguns meios de comunicação vão puxar a internet para seu funcionamento básico. Falamos aqui das TVs por assinatura, algumas das quais já utilizam serviços online para oferecer integração com sites e redes sociais.
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A grande diferença é que as TVs por assinatura da próxima década poderão puxar conteúdo diretamente da web. Sim, isso já existe em serviços como Tele Cine Play e HBO GO, mas tudo ainda depende de um computador, smartphone ou tablet. Quem sabe, os próximos aparelhos já tragam compatibilidade com tais recursos ou utilizem apenas conteúdo através da web.

Tudo pode mudar

Seguindo uma linha de raciocínio baseada nas atuais tecnologias, o futuro da web seria mais ou menos o que apresentamos neste texto. No entanto, com novos gadgets aparecendo e alguns tantos sumindo do mercado, é possível que muita coisa mude nos próximos dez anos.

No geral, podemos ter a certeza de que a web será muito rápida, gigantesca e recheada de recursos. O que você espera do futuro mundo online? Deixe sua opinião na seção de comentários.

Fonte:
[url]http://www.tecmundo.com.br/wi-fi/36970-alem-da-velocidade-qual-e-o-futuro-das-conexoes-de-internet-.htm#ixzz2LxxLsEWv

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vamos ver o que o futuro nos reserva