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Assaltantes cavam túnel e roubam cofres em banco na Argentina

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BUENOS AIRES - Pelo menos três ladrões roubaram mais de 100 cofres particulares de um banco na Argentina. Eles chegaram ao local através de um túnel subterrâneo de 30 metros de comprimento. O assalto ocorreu na agência do Banco Província, no bairro de Belgrano, norte de Buenos Aires.

A instituição financeira estatal informou que foram saqueados "entre 130 e 140 cofres particulares dos 1.408 existentes na agência" e que o roubo "foi descoberto nesta manhã (de ontem) quando o banco abriu".

Os ladrões alugaram, em julho, um imóvel vizinho ao banco e cavaram o túnel "de 25 a 30 metros" de comprimento, até o setor onde se localizam os cofres particulares, informou o promotor Martín Niklison. Ele disse que os assaltantes entraram no banco na sexta-feira, 31 de dezembro, dia em que não houve expediente bancário, e trabalharam durante todo o fim de semana na abertura dos cofres, sem serem descobertos, completando a operação na manhã de segunda-feira.


Niklison afirmou que os assaltantes carregaram o produto do roubo e fugiram em um carro, como mostram imagens das câmeras de segurança. O promotor acrescentou que os alarmes anti movimento soaram em várias oportunidades, mas a polícia da região não tinha acesso ao banco para verificar porque o alarme havia disparado.

O túnel tinha luzes, ventilação e revestimento nas paredes, disseram os peritos. "É um trabalho realmente impressionante", disse o promotor, que descartou o envolvimento de algum funcionário do banco no crime.

Centenas de clientes indignados se aglomeraram ontem em frente ao banco para reclamar seus bens e bloquearam a avenida onde fica a agência, enquanto esperavam que as autoridades confirmassem se seus cofres haviam sido violados. "No momento, eles estão sendo atendidos na agência. A mensagem que queremos dar a nossos clientes é que vamos proteger seus interesses após o ocorrido", afirmou, ao canal C5N, o vice-presidente do Banco Província, Gustavo Marangoni. As informações são da Associated Press.

Fonte: Estadao