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[Noticia] Ato tem fogo em ônibus, confronto com PM e dezenas de presos em SP

Ato tem fogo em ônibus, confronto com PM e dezenas de presos em SP.
Movimento Passe Livre (MPL) organizou ato no Centro de São Paulo.
Terminal foi invadido; coronel foi agredido e teve arma roubada.


Protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) nesta sexta-feira (25) terminou com invasão do Terminal Parque Dom Pedro II, vandalismo contra ônibus e um coronel da Polícia Militar (PM) agredido e roubado. Agências bancárias de ruas do Centro também foram depredadas. A Tropa de Choque agiu para conter o tumulto e ao menos 78 pessoas foram detidas e encaminhadas para o 2º distrito policial, no Bom Retiro, e para o 78º DP, nos Jardins.
(O G1 acompanhou em tempo real a manifestação, em fotos e vídeos:
Veja aqui.)
O ato convocado pelo MPL foi o encerramento de uma semana de protestos para pedir tarifa zero no transporte públicos e a volta de linhas de ônibus extintas na periferia. O MPL disse que o ato que fechava a "Semana de Luta por Transporte Público" reuniu 4 mil pessoas. No começo do ato, a PM estimou em 600 o total de participantes.
Desde o fim da tarde, o grupo se concentrou inicialmente na escadaria do Theatro Municipal. Quando começou a se deslocar pelo Centro, a PM disse que, entre os manifestantes, havia 100 mascarados.
Após andar por ruas do Centro, o grupo chegou ao Terminal Parque Dom Pedro II, onde mascarados danificaram 15 caixas eletrônicos, colocaram fogo em um ônibus e destruíram os vidros de outro. Vários coletivos foram pichados e grades e bilheterias foram quebradas.
Tumulto e correria
Houve tumulto e correria entre passageiros. Muitos funcionários e usuários do Terminal ficaram assustados. O segurança Domingos Silva chorou de nervoso. Ele tinha ido ao terminal para tirar dinheiro em um caixa eletrônico.
Andreia da Silva Lima, de 30 anos, trabalhava em uma cabine na entrada do Terminal Parque Dom Pedro II que acabou destruída por vândalos. Ela contou que estava dentro da cabine, onde vende cartões telefônicos, quando dois mascarados se aproximaram e começaram a bater.
Segundo a mulher, eles disseram: “passa todo o dinheiro, senão você vai se machucar”. Os mascarados levaram R$ 1,5 mil e o celular dela. “É assustador, impressionante, nunca tinha visto nada parecido.”

Coronel roubado e agredido


Segundo a polícia, o coronel Reynaldo Simões Rossi, comandante da região central da capital, foi atingido na cabeça por manifestante no momento que uma pessoa era detida nas imediações do Terminal.Devido ao sangramento, o coronel foi levado para o hospital. Os manifestantes ainda roubaram a arma do policial agredido.
Por meio de nota, a Polícia Militar confirmou que o "a clavícula quebrada e muitas escoriações na região da face e cabeça, sendo socorrido ao Hospital das Clínicas, juntamente com seu auxiliar, soldado da PM que teve ferimentos e passa por atendimento médico".
Após o tumulto no terminal, o grupo saiu em caminhada por ruas do Centro. A polícia usou bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar os manifestantes na Praça da Sé, por volta das 21h. Quatro bancos foram depredados apenas na Rua Boa Vista: Safra, Itaú, HSBC e Santander.
Dos 78 detidos, 54 foram presos na Avenida do Estado, na Ligação Leste-Oeste. O restante foi detido em outras vias no Centro com coquetéis molotov, segundo a PM.


Caminhada


Antes do tumulto, o protesto fechou Avenida São João, o Corredor Norte-Sul, a Avenida Prestes Maia, a Rua Capitão-Mor Jerônimo Leitão, a Rua Brigadeiro Tobias, o Vale do Anhangabaú e o Corredor Norte-Sul. Nestes pontos, não foram verificados tumultos.
Em diversos pontos da cidade, os manifestantes queimaram esculturas de catracas em sinal de protesto contra o transporte público. A principal bandeira do Movimento Passe Livre é o transporte público de graça. Eles também picharam a entrada do túnel do Anhangabaú pedindo “tarifa zero”.
Zona Leste
Na Zona Lese da cidade, um grupo de manifestantes protestou contra a proibição de estacionar na faixa de ônibus da via. Por volta das 18h, o grupo se dividiu em dois. Parte bloqueou os dois sentidos da Avenida Conselheiro Carrão.
A polícia apagou o fogo nos pneus que os manifestantes usaram para fechar a via. Na Avenida João XXIII, 60 pessoas interditaram a pista. O ato foi encerrado sem confronto com a polícia por volta