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Batizado em homenagem a Zico, menino do Vidigal não verá o Flamengo na final porque pai não pode comprar ingresso de R$250

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Com o manto sagrado, e a bandeira na mão, Arthur Mattheus de França, de 4 anos, morador da favela do Vidigal, na Zona Sul, pulava como se estivesse no Maracanã ao ouvir o grupo que foi à Gávea bradar gritos de protesto contra o alto preço dos ingressos para a final da Copa do Brasil. O menino acompanhava o pai, o motorista Luis Alexandre, que já avisou ao filho que não tem como pagar R$ 250 para levá-lo para ver o Flamengo.
— Ele sempre que vê o Flamengo na televisão me pergunta: “Papai a gente vai para o Maracanã?”. Mas nesse jogo está difícil. Falei para ele que está muito caro. Se eu tirar R$ 250 do meu orçamento a gente não come — disse.


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O motorista ajudou a pendurar três faixas na grade do clube lembrando aos dirigentes a raiz popular da torcida do clube que ontem completou 118 anos. De presente, Arthur, batizado em homenagem a Zico, ganhou a notícia de que o Tribunal de Justiça cassou a liminar que dava ganho de causa parcial ao Ministério Público. Assim, a redução do preço do ingresso para R$ 120, o bilhete de inteira mais barato, foi cancelada após recurso do clube, que informou ter vendido 40 mil bilhetes para o jogo.

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Uma realidade bem diferente da do fim de setembro, quando, contra o Criciúma, o Flamengo fez promoção de ingresso para atrair a torcida no Brasileiro. O episódio foi lembrado pelos cerca de 50 rubro-negros que ontem foram protestar usando narizes de palhaço e palavras hostis contra o presidente Eduardo Bandeira de Mello e o vice de marketing Luiz Eduardo Baptista. Naquele jogo, Arthur, que tem direito a gratuidade no Maracanã, foi com o pai apoiar o time em crise.

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— Ele vai comigo direto. Gosta muito de ir ao Maracanã, já foi contra o Criciúma, Bahia... — disse Luis, reclamando dos preços dos ingressos para a final: — Isso é para burguês. Para trabalhador não tem como.
Arthur não estava tão revoltado. Fã de Leo Moura, seu jogador preferido, esperava o bumbo soar e, sem entender o protesto, lembrava da Nação à qual pertence e pulava. A paixão não tem preço.






Fonte - Globo.com
 
ingreso do flamengo 250 rsrs ver horrivel de time rsrs Brinks . lamentavel do preço ae tinha que ser mais barato pq eles ja ganha dinheiro em cima da gente ainda quer rouba mais um pouco de nois aff
 
Ja Baixou o Preço