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WSPA, um dos braços “humanitários” do holocausto animal

Com filial no Brasil, a WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal é uma organização bem estarista. Ou seja, seu foco não é o fim da vergonhosa exploração animal e sim minimizar o sofrimento dos explorados. Um texto em seu site elucida essa visão ao discorrer sobre o chamado abate humanitário:

“Saber se há bem-estar animal na produção e no manejo pré-abate não é só sinônimo de qualidade sanitária, mas também de qualidade ética, pois faz parte da preocupação moral dos consumidores.

Com base em evidências científicas indiscutíveis, passou-se a reconhecer que os animais são seres sencientes, ou seja, capazes de sofrer ou expressar satisfação e felicidade. Portanto, esses animais não devem ser levados ao sofrimento desnecessário. O bem-estar deve sempre estar presente em todas as etapas de sua vida, garantindo o manejo adequado desde a criação até o momento do abate”.

Boizinhos, vaquinhas, porquinhos, franguinhos e galinhas poedeiras, fiquem relax que a WSPA e os orgãos fiscalizadores estão vigilantes. Serão cuidados com todo zelo enquanto engordam ou produzem leite e ovos. Suas viagens derradeiras às sucursais do inferno que assassinam animais em escala indústrial terão o conforto necessário. E, finalmente, serão privados de suas vidas preciosas com o mínimo de tormento possível.

Difícil não sentir náuseas. Visto por muitos como avanço, o abate humanitário é uma inovação puramente mercantilista que visa mais anestesiar consciências que propriamente minorar o sofrimento dos animais. Ou alguém crê que os sórdidos empresários que enriquecem à custa de sofrimento e morte conservam algum resquício de compaixão em suas almas e mentes doentias?

Nessa engrenagem perversa os consumidores são determinantes. É a eterna lei da oferta e da procura: sem demanda na certa seria estancada essa matança brutal. Mas como o egoísmo e a insensibilidade dão o tom, a massa amorfa segue consumindo avidamente carnes, ovos, leite e derivados.

Nem passa pelas suas cabeças compulsivas tal teoria econômica. Estão mais preocupados em devorar bifes “suculentos”, embutidos, omeletes, queijos ou sorver o leite de cada dia. E assim, dominados pela ganância e voracidade a espécie humana segue dizimando suas vítimas sem piedade.

É grotesco e deprimente observar as pessoas quase extasiadas em frente às sanguinolentas vitrines e prateleiras de açougues e supermercados. Dominados pela quase compulsão logram ficar imunes à carnificina e à barbárie que antecedem suas compras.

Nesse ambiente “asséptico”, onde cadáveres jazem arranjados, o pretérito sofrimento experimentado por criaturas tão dóceis não os comove absolutamente. Reagiriam de outra forma ante as cena dantescas que permeiam o dia a dia dia de frigorificos, granjas e congêneres?

Dúvido que abrissem mão de seus interesses mesqunhios em nome da compaixão. E a deturpada visão do mundo construída através dos séculos não lhes permite raciocinar com clareza. Entre a solidariedade e o respeito pelos animais que vivenciam tão cuel destino na certa prevaleceria o especismo atávico e a indiferença.
Anexos
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