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[Noticia] Favelas do Lins, no Rio, recebem primeira ação social após ocupação

Favelas do Lins, no Rio, recebem primeira ação social após ocupação.
Governo do RJ promoveu ação de acesso à documentação básica.
Moradores puderam tirar carteiras de trabalho e identidade.


O Conjunto de Favelas do Lins, Zona Norte do Rio, ocupado pela PM no início de outubro, recebeu sua primeira ação social após a pacificação nesta quarta-feira (23). A Secretaria de Estado de Assistência Social ofereceu atendimento de acesso à documentação básica, serviço de saúde e estética. Ao todo, foram feitos 1.284 atendimentos entre 12h e 17h na quadra da escola de samba Lins Imperial.
Entre os serviços da ação, estavam a retirada de carteira de trabalho, cadastramento para programas sociais, aferição de pressão arterial, além de serviços do Procon, Detran e Defensoria Pública. Os moradores puderam ainda tirar 1ª e 2ª vias de carteira de identidade e serviços de fotografia com isenção de taxas.
Após a ocupação das 13 comunidades do Conjunto de Favelas do Lins, a Prefeitura do Rio já havia anunciado que moradores do Lins deveriam contar com melhorias nos serviços públicos. Segundo o secretário municipal de Conservação, Marcus Belchior, esse é um novo processo que faz parte do atual momento da região.
"Estamos entrando com mais de 130 homens, 25 veículos, retroescavadeira, homens da Comlurb, especialistas em rapel fazendo limpeza nas encostas e iluminação. Nessa primeira fase de atendimento, a prefeitura reorganiza para alinhar a logística de atendimento", explicou Belchior, que acrescentou ainda que os principais atendimentos da Conservação são lixo e iluminação.
Policiais na ocupação
A ocupação contou com 1.141 agentes das Forças de Segurança, entre eles 370 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope); do Batalhão de Choque (BPChoque); do Batalhão de Ações com Cães (BAC); e policiais da Corregedoria Interna da Polícia Militar. A Polícia Civil emprega nesta ação 100 homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e delegacias especializadas. A ação durou cerca de 50 minutos e nenhum disparo foi feito para os policiais tomarem o local.
A Polícia Rodoviária Federal apoiou a operação com 120 policiais. Já o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apoiou a ação com 180 militares e 14 veículos blindados. A Polícia Civil empregou ainda 340 agentes e peritos, além de 31 delegados, que desde as 22h de sexta-feira (4) até a noite de terça-feira (8) continuam auxiliando as operações.

As comunidades são: Cachoeirinha, Cotia, Bacia, Encontro, Amor, Cachoeira Grande, Nossa Senhora da Guia, Dona Francisca/Árvore Seca, Barro Preto, Barro Vermelho, Vila Cabuçu e Santa Terezinha. Além do Camarista Méier, onde vivem cerca de 4.850 pessoas.

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