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Google venderá livros e músicas no Brasil, diz executivo

Motivada pelos excelentes números obtidos pelo Android na América Latina e, principalmente, no Brasil – onde cresceu 400% ano passado - a Google deve expandir a presença da plataforma na região. A começar pelo Google Play, loja oficial de conteúdo do SO, que nos próximos meses passará a vender livros e músicas, além dos populares aplicativos.

“Vamos lançar todos os tipos de conteúdo. Livros chegam ao Brasil em alguns meses. E, para isso, vamos ter uma nova forma de pagamento, na fatura dos telefones móveis. Isso vai abrir o conteúdo digital de uma forma incrível”, afirmou Hugo Barra, diretor da divisão móvel da gigante, durante o evento Google GPS 5.0, realizado em Santiago, no Chile.

A declaração, dada ao jornal O Globo, não foi confirmada pela assessoria de imprensa da empresa. Nenhuma data de lançamento tampouco foi divulgada por Barra, embora ele tenha enfatizado que o lançamento deverá ocorrer em alguns meses.

A ideia é que os usuários não tenham que sequer digitar o número do cartão de crédito para completar uma compra. Eles vinculariam a conta no Google com a da operadora, e pagariam pelo conteúdo ao receber a fatura do mês. Isso deixaria os clientes que temem fechar transações pela Internet mais tranquilos.

O modelo poderia até elevar as vendas de conteúdo digital, mas teria a própria estrutura da telefonia móvel no Brasil como obstáculo. De acordo com relatório da Anatel, referente a março, 81,83% dos usuários no País têm planos pré-pagos e, portanto, não recebem uma correspondência ao fim de determinado período com a quantia que devem pagar. Desta forma, a proposta ficaria restrita aos outros 18,17%, que poderiam dispensar o uso do cartão para adquirir músicas ou aplicativos.

Isso não muda, porém, o potencial da América Latina para o Android. Segundo o executivo, a participação dos smartphones no Chile é de 25%, na Argentina é de 24% e no Brasil, de apenas 13%. Como a plataforma possui dispositivos mais baratos que os dos rivais – iPhones, Blackberrys e Windows Phones – ela teria somente que convencer os consumidores a escolherem um deles em detrimento de celulares que sequer possuem conexão à Internet.

fonte
 
valorização eh increvel^^