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Governos dos EUA e Inglaterra espionavam jogadores da Xbox Live e de World of Warcraft [+update]

[+UPDATE]: A Microsoft se pronunciou sobre a denúncia de espionagem na Xbox Live. "Não estamos ciente de nenhuma atividade de espionagem. Se isso realmente aconteceu como foi reportado, certamente foi feito sem a nossa permissão", disse um porta-voz da empresa ao site Eurogamer.

Já Brad Smith, chefe legal da empresa, adicionou que tal medida prejudica a confiabilidade das pessoas na tecnologia e, consequentemente, nos serviços envolvidos. "As pessoas não vão usar tecnologias que elas não podem confiar. O governo acabou de botar tudo isso em risco e agora eles precisam recuperar o estrago".

Dessa forma, a Microsoft se junta a empresas como Facebook, Google, Yahoo, Twitter e Linkedln nas que têm intenções de emitir, junto ao Global Government Surveillance Reform, um documento judicial condenando as vigilâncias não autorizadas dos seus consumidores. A medida pede por reforma nas leis já existentes e de criação de outras novas para que as informações privadas dos usuários dos serviços destas companhias sejam preservadas e livres de espionagem.

[+ORIGINAL]: Seja pelos métodos usados para nos espionar, ou pela quantidade de dispositivos e softwares por onde nossa privacidade é violada, os documentos secretos da NSA são sempre surpreendentes. E os próximos aparelhos e softwares a entrar nessa lista são a Xbox Live, o MMO World of Warcraft e o game Second Life. A informações, como sempre, foram vazadas por Edward Snowden, que entregou os documentos secretos para os jornais New York Times e the Guardian, assim como para o site ProPublica.

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Espiões da NSA criavam personagens em jogos online e tentavam recrutar usuários dos games como informantes. Enquanto isso, eram coletados dados e conteúdos das comunicações entre os jogadores, seja por mensagens escritas ou via voz. Documentos confidenciais da NSA que datam de 2008 revelam que as inteligências de EUA e Inglaterra consideram que jogos online são potenciais "redes de comunicações cheias de alvos", que trazem aos suspeitos "uma maneira de se esconder à vista".

Ou seja, o objetivo era achar terroristas que estivessem usando jogos para planejar ataques. Para isso, foram alocados muitos espiões de agências como a CIA e FBI e do Pentágono. Aliás, eram tantos que os documentos citam que foi necessário criar um grupo para "evitar conflitos" entre eles, dentro do jogo Second Life. Mas, mesmo com todo esse entusiasmo, não há nenhuma citação nos documentos sobre qualquer ameaça ou ataque terrorista que tenha sido evitado pela ação.