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GUARANA ANTARTICA

O Guaraná Antarctica foi lançado no mercado brasileiro em 1921, como Guaraná Champagne Antarctica. Além do sabor único, uma de suas principais características é a de ser um refrigerante natural. Desde a criação do refrigerante, a Antarctica já comprava o fruto do guaraná diretamente de fornecedores da região de Maués (AM), para produzir o extrato em sua unidade em São Paulo. Com o sucesso do produto e o aumento do consumo, a Antarctica detectou, no final da década de 1940, a necessidade de estabelecer um escritório na região uma filial da companhia para facilitar o comércio do fruto, realizado diretamente em Maués. O extrato do guaraná, porém, continuou sendo produzido em São Paulo até 1962, quando entrou em atividade uma unidade industrial para extração do fruto na cidade de Maués.

Mas foi no início da década de 1970, com a preocupação de garantir a qualidade da matéria-prima, que a Antarctica passou a produzir parte dos frutos para produção do Guaraná Antarctica. O início do plantio, em 1971, na Fazenda Santa Helena, permitiu à empresa aprofundar os estudos sobre a cultura do guaraná e repassar a tecnologia e os conhecimentos desenvolvidos no local para os demais fornecedores. Assim, a Antarctica garantiria a melhor qualidade e preços menores das sementes compradas de terceiros.

A Fazenda Santa Helena é considerada um grande laboratório. O trabalho realizado na área é pioneiro. O guaraná, antes cultivado de forma extrativista pelos agricultores da região, passou a ser estudado. Os primeiros pés do fruto foram plantados como a uva, com armações de madeira e arame, com base na observação de que a planta, no meio da floresta, se agarra e escala as árvores. Mais tarde, verificou-se que o guaraná só tem este comportamento devido à sua necessidade de sol, que faz com que suba nas árvores para superar a sombra formada por elas. A experiência demonstrou que, em ambiente aberto, o guaraná cresce naturalmente, sem necessidade de agarrar-se como as videiras. Na fazenda da Antarctica, até hoje se estuda qual o melhor tipo de solo, de combate a pragas, de culturas paralelas, etc. Foi também no local que se descobriu a importância do ecossistema original na reprodução do fruto. Por não ser hermafrodita, o guaraná depende de agentes externos para reproduzir-se. É por essa razão que os 430 hectares de área cultivada da Fazenda Santa Helena estão distribuídos em 34 quadras dentro da mata nativa, promovendo o equilíbrio ecológico. A área total da fazenda é de 1.070 hectares.

O município e a lenda do guaraná

O município de Maués, que na língua indígena significa “Terra dos Papagaios Falantes”, foi fundado em 1798 e localiza-se a cerca de 250 Km de Manaus. Conhecida como “a cidade do guaraná”, devido ao fruto cultivado na região já pelos seus primeiros habitantes - os índios maués -, Maués possui 40.296 Km² e aproximadamente 41 mil habitantes.

O nome “guaraná” vem do tupi “wara’ná”, que significa “grande cipó da floresta amazônica”. A origem da fruta é explicada em uma das mais belas lendas que povoam o imaginário da região de Maués, município do Estado do Amazonas.

A versão mais famosa narra o romance de um jovem casal apaixonado, filhos de tribos rivais. Nessa versão tupiniquim de Romeu e Julieta, os amantes decidem fugir para muito longe, pois sabem que seu amor será impossível em suas tribos. Durante o trajeto, o casal pára à beira de um lago para se proteger de uma tempestade. Um raio, porém, atinge os jovens, que morrem entrelaçados. Dos olhos da índia nasce uma planta, em formato de arbusto, que, ao amadurecer, traz um fruto que imita o formato do olho humano.

Os índios foram os pioneiros no cultivo desse fruto com propriedades estimulantes, mas não se sabe ao certo se a planta surgiu na floresta ou foi trazida de outras regiões. O guaraná é um arbusto que chega a medir 2,7 metros de altura, com folhas verdes e escuras. Ele começa a produzir de quatro a cinco anos depois do plantio das mudas, vivendo de 40 a 50 anos, com uma colheita anual.

Guaraná Antarctica é marca autêntica, de sabor único e original do Brasil. É a segunda marca de refrigerante mais vendida no país e a líder absoluta em seu segmento. Hoje está entre as 15 marcas mais vendidas no Mundo.