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Jogo do filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses foi criado por brasileiros

O jogo oficial do filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses foi criado pelas empresas brasileiras Aiyra e Duckbill. E para a Coluna Geração Gamer desta semana, o TechTudo conversou com o desenvolvedor de games Adrian Laubisch (28), que nos contou sobre a criação do jogo, seu gosto pelo desenho japonês e cooperação da produtora do filme.

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É um advergame?
Adrian começou a jogar videogames com dois anos de idade em um Atari 2600, se interessou por criá-los aos 10 e fez alguns para computadores 386. “Sou muito fã de Dragon Ball Z e foi isso o que mais me motivou neste projeto. Tenho ótimos contatos na Diamond Films, a distribuidora oficial do filme no Brasil. Ajudei eles com o processo de obter o contato dos dubladores e, após isso, começamos a conversar sobre a possibilidade de ter um game oficial para divulgar o filme por aqui”, disse o designer de games.
Mesmo com apoio oficial, Adrian Laubisch diz que o propósito do jogo não é apenas fazer propaganda, como os advergames (abreviação para advertising game, do inglês) tradicionais. “Fomos um pouco mais além do que um simples advergame. Nossa ideia foi criar um game divertido, viciante e com alto fator de replay para que as pessoas ainda possam jogar durante muito tempo”, explica Adrian. Segundo o desenvolvedor, esse tipo de game que vai além da publicidade gerou um feedback muito mais positivo do que apenas anunciar o filme. Os gamers jogam uma vez e retornam, simplesmente pela qualidade própria que nem sempre funciona apenas como vitrine. “Posso dizer que estou extremamente satisfeito com os dois objetivos principais do game: divulgar o filme e divertir o público”, completa.

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“Nos preocupamos bastante com o balanceamento do jogo, fazendo com que todas as combinações possíveis de número de jogadores forneça experiências interessantes e diferentes. Podemos dizer que o jogo tem seis modos diferentes: de 1 a 4 jogadores, considerando ou não a presença do Bills como inteligência artificial ou controlado por um jogador”, diz o desenvolvedor. O foco do jogo é o multiplayer, embora o jogador possa se divertir sozinho com os quatro lutadores disponíveis no game: Goku, Vegeta, Gohan e o vilão do filme, Bills. O jogo está disponível de maneira gratuita para computadores com os sistemas operacionais mínimos Windows 7, Mac OS X Mountain Lion, Ubuntu Linux 13.04.

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Quantas pessoas fizeram o game? Como foi o processo?
Adrian é produtor de games da Aiyra, mas outra empresa chamada Duckbill esteve envolvida no processo de criação do jogo. Ambas são brasileiras. “Foquei meus estudos em games até chegar na faculdade de Ciências da Computação, participando da Empresa Jr, da Incubadora de Empresas e finalmente abrindo minha própria empresa de desenvolvimento de games, que possui quatro anos e meio de estrada”, esclarece o desenvolvedor, sobre a história de uma das companhias.
A empresa de Adrian Laubisch é voltada para jogos de computador. A companhia parceira nesse game tem um objetivo um pouco diferente. “A Duckbill nasceu dentro da Aiyra, que é focada em newsgames. Mesmo não sendo a área de atuação dela, meus sócios na Duckbill também são fãs de Dragon Ball, então foi de comum acordo que todos juntaríamos forças para desenvolver o melhor game possível. É um game de fã para fã”, afirmou Adrian. Dessa forma, o foco do jogo era justamente estampar o nome Dragon Ball Z, atraindo tanto o jogador nostálgico quanto os novos fãs deste filme.

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“Considerando todos os envolvidos das duas empresas, em maior ou menor grau, tivemos 15 pessoas para fazer o jogo. Todo mundo dedicou todos os espaços de tempo possíveis para o projeto e eu estou extremamente orgulhoso dos meus times, tanto da Aiyra quanto da Duckbill. E graças a isso conseguimos desenvolver o game no período de apenas um mês, com uma semana a mais para ajustes. Muitas noites sem dormir, muita pizza e muito café, mas valeu a pena”, disse Adrian. O trabalho das equipes neste jogo mostra o potencial do Brasil para fazer videogames encomendados, além do networking preciso para inúmeras colaborações.
Diz Adrian: “A Nuuvem, nossa grande parceira, foi importante no processo, pois eles entraram com a publicação, infraestrutura de hospedagem e email marketing inicial para o game. O apoio da Diamond também foi muito importante, pois além da autorização para o desenvolvimento do game para o lançamento do filme no Brasil, tivemos acesso antecipado ao filme. Nós assistimos no escritório deles, com muito sigilo, para que pudéssemos desenvolver o game com o máximo de sinergia possível com a história que iria para as telonas”. Ou seja, além de facilitar com contatos de dubladores brasileiros, a companhia do desenvolvedor teve acesso privilegiado que permitiu um trabalho de qualidade além do advergaming convencional.
Games com projeção internacional
Sobre o futuro, Adrian é otimista. “Estamos num excelente momento no Brasil, porque existe uma série de games sendo desenvolvidos aqui e alcançando renome internacional. Produtos de real qualidade e que competem de igual com títulos lá de fora”, diz o desenvolvedor.

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A visão diferente de Adrian sobre o Brasil reflete seus gostos pessoais nos games. “Quando você se torna um desenvolvedor de games, acaba criando uma visão mais eclética sobre consoles e personagens favoritos nos jogos. Por exemplo, eu admiro o Atari por ter popularizado a indústria, o NES por ter salvo a indústria, o PS2 pelo sucesso de vendas e de jogos, o Wii pela popularização dos games casuais e por aí vai. Eu poderia ficar falando o dia todo sobre isso”, explica.
No entanto, o designer dono de empresa é realista, principalmente ao apontar a falta de investimentos privados na área, além de uma cobrança grande no crescimento da indústria brasileira. “O problema é as pessoas acharem que o mercado só vai decolar quando fizermos um game ‘Triple A’. Investimento no Brasil é muito complicado, mas se conseguirmos unir a nossa criatividade e garra com uma capacidade de execução e entrega de projetos, poderemos lançar grandes títulos mais frequentemente, assim como meus grandes parceiros tem feito”.
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