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Palmeiras PARTE-3

Edmundo, um dos ídolos do início da Era Parmalat
O ano de 1993 é histórico para a Sociedade Esportiva Palmeiras. O Verdão foi campeão paulista, do Torneio Rio-São Paulo sobre o Corinthians, 27 anos depois de sua última disputa, contando com o time reserva, já que os titulares estavam servindo a seleção. Antes disso, na final do Paulistão, no dia 12 de Junho, o Palmeiras comandado por Vanderlei Luxemburgo venceu o mesmo Corinthians, sendo campeão paulista após 16 anos de jejum. A partida foi realizada no Estádio do Morumbi. Segundo o regulamento, o Palmeiras precisava vencer o segundo jogo da final para levar a decisão para a prorrogação, uma vez que o Corinthians ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, com gol marcado por Viola, o artilheiro da competição, que imitou um porco, em clara provocação aos palmeirenses. Na segunda partida, Luxemburgo usou a comemoração de Viola para motivar ainda mais os jogadores. O Palmeiras abriu o placar no primeiro tempo, quando após um passe do centroavante Evair, o meia Zinho acertou um belo chute de perna direita. No segundo tempo, Mazinho, jogando na época como lateral-direito, fez uma grande jogada pela esquerda e cruzou para Evair ampliar. Logo em seguida, o volante Daniel Frasson cruzou da esquerda para Evair, que chutou na trave, mas na sobra Edílson marcou. Com esse placar, o alviverde jogava pelo empate na prorrogação, mas Evair marcou de penalti o gol do título e da quebra do tabu, num dos jogos mais memoráveis do Derby Paulista, que terminou com o placar final de 4 a 0. Na final do Campeonato Brasileiro, depois de uma ótima campanha na primeira fase, derrota com facilidade o Vitória, que havia eliminado o Corinthians em jogo decisivo. No primeiro jogo, em Salvador, o Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol marcado pelo atacante Edílson. No segundo jogo, no Estádio do Morumbi, derrotou o Vitória por 2 a 0, com gols de Evair e Edmundo, chegando ao seu terceiro título da competição, na fase moderna do Campeonato Brasileiro (a partir de 1971).
[editar]1994 - Bicampeonatos estadual e brasileiro
Em 1994, de novo, é campeão paulista e brasileiro no mesmo ano. No Campeonato Paulista, que foi disputado por pontos corridos, o Palmeiras terminou seis pontos à frente do segundo colocado, mesmo com a ausência de Edmundo, suspenso por indisciplina pelo treinador Luxemburgo. O centroavante Evair, em grande fase, foi o artilheiro da competição. Já no Brasileirão, o Palmeiras foi campeão novamente contra o Corinthians - essa foi a primeira final de Campeonato Brasileiro disputada pelos dois eternos rivais. Um dos destaques na campanha foi o jogador Rivaldo, que marcou gols em todos os jogos desde as semifinais contra o Guarani. Na primeira partida da final contra o Corinthians, com Edmundo reintegrado à equipe, o Palmeiras venceu por 3 a 1. Na segunda partida, o placar foi de 1 a 1 e o alviverde chegou a mais um título. O ano de 1994 marcou também o retorno da equipe à Taça Libertadores da América. O Palmeiras foi eliminado pelo São Paulo nas oitavas-de-final, mas a trajetória alviverde na competição ficou marcada pela histórica goleada, por 6 a 1, aplicada sobre o Boca Juniors, da Argentina, na primeira fase, em partida realizada no Estádio Palestra Itália.


Rivaldo
[editar]1995 - Um ano atípico
Em 1995, o Corinthians pôs fim à série de derrotas em decisões para o Palmeiras, conquistando o Campeonato Paulista daquele ano em cima do arquirrival, que já não contava com Luxemburgo no comando da equipe e com muitos jogadores das campanhas de 1993 e 1994. Três dias antes, na Libertadores, o Palmeiras, do técnico Carlos Alberto Silva, foi eliminado pelo Grêmio, que era comandado por Luís Felipe Scolari, nas quartas-de-final. A equipe saiu de campo sob aplausos da torcida após mais uma exibição histórica, pois, por pouco, não devolveu a goleada imposta pela equipe gaúcha em Porto Alegre: o Grêmio havia vencido o primeiro jogo por 5 a 0 em uma noite em que o Palmeiras teve Rivaldo expulso. Em São Paulo, o alviverde goleou os gaúchos por 5 a 1, mas a equipe rival se classificou pelo saldo de gols.
[editar]O "Super Verdão" de 96
Em 1996, depois de uma nova reformulação no elenco e de novo comandado por Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras ganha o Campeonato Paulista de forma incrível. O alviverde conquistou o título da competição com a melhor campanha de uma equipe na era profissional neste campeonato.[15] Na ocasião, foi campeão com 83 pontos ganhos em 90 possíveis, com um índice de aproveitamento de 92,2% dos pontos disputados e 102 gols marcados em 30 jogos realizados. Desde então, esta marca jamais foi alcançada por qualquer outra equipe na competição. O time histórico de 1996 tinha craques como o goleiro Velloso, Djalminha, Luisão, Rivaldo, Cafu, o lateral esquerdo Júnior, Muller, entre outros. No mesmo ano, o Palmeiras chegou pela primeira vez à final da Copa do Brasil, mas perdeu para o Cruzeiro de Marcelo Ramos.


Luiz Felipe Scolari, o Felipão
[editar]1997-1998 - Chegada de Felipão, Copa do Brasil e Mercosul
Em 1997, o Palmeiras faz má campanha no quadrangular final do Campeonato Paulista, sendo derrotado por Corinthians, São Paulo e Santos. Já sob o comando do técnico Felipão, chega à decisão do Campeonato Brasileiro contra o Vasco da Gama. Apesar de empatar os dois jogos das finais por 0 a 0, perde o título por conta da melhor campanha da equipe do Rio de Janeiro na primeira fase. Em 1998, o Palmeiras vence pela primeira vez a Copa do Brasil, em uma revanche contra o Cruzeiro, o título viria no penúltimo minuto na decisão no Morumbi, com um gol praticamente sem ângulo marcado pelo atacante Oséas. Também conquista a primeira Copa Mercosul na final com o mesmo Cruzeiro, com um gol marcado pelo paraguaio Arce na partida decisiva.
[editar]Conquista da Taça Libertadores da América de 1999


Bandeja de prata e réplica da Copa Libertadores da América conquistada pelo Palmeiras em 1999
O ano de 1999 é memorável para a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em uma campanha histórica[16], o Verdão de Felipão vence nos pênaltis a Libertadores, principal competição do futebol do continente, em uma final com o Deportivo Cali da Colômbia no Palestra Itália, com grande destaque para o goleiro Marcos, escolhido o melhor jogador da competição. Durante a competição o Palmeiras eliminou times como Vasco (campeão do ano anterior), Corinthians e River Plate, entre outros. O capitão da equipe nessa histórica conquista foi César Sampaio. Outro destaque foi a participação de Paulo Nunes. Além dos gols e passes para seus companheiros, ele se destacou pelas comemorações engraçadas e até mesmo provocativas de seus gols. O elenco ainda era formado pelos laterais Arce (direito) e Júnior (esquerdo); pelos zagueiros Júnior Baiano e Roque Júnior; o volante Rogério; os meio-campistas Alex e Zinho; e pelo atacante Oséas. Também tiveram participação importante na conquista os atacantes Evair e Euller, além do zagueiro Cléber e do volante Galeano. O ano de 1999 também ficaria marcado por um dos jogos mais emocionantes da história alviverde, pela Copa do Brasil. Na ocasião, com uma vitória por 4 a 2 obtida nos minutos finais, o Palmeiras eliminou o Flamengo e se classificou para as semifinais, quando foi superado pelo Botafogo nos pênaltis.


Marcos, ídolo do Palmeiras
[editar]Perda do título Intercontinental
Em novembro de 1999, o clube é vice-campeão mundial, perdendo para o Manchester United em Tóquio, por 1 a 0, mesmo fazendo uma boa partida. O zagueiro Júnior Baiano e o goleiro Marcos são criticados pelas falhas no gol do Manchester. Além disso, o ataque também foi criticado pelas inúmeras chances de gol desperdiçadas durante a partida, principalmente no segundo tempo.
[editar]Vice da Libertadores, após eliminação histórica do Corinthians
No ano de 2000, o Palmeiras chegou ao vice-campeonato da Libertadores, perdendo para o Boca Juniors, da Argentina, nos pênaltis, depois de dois empates: 2 a 2 no Estádio de La Bombonera e 0 a 0 no Morumbi.[17]. Nas semifinais, em dois jogos épicos, o alviverde elimina o arquirrival Corinthians. Na primeira partida das semifinais da Libertadores de 2000, o alvinegro venceu por 4 a 3. Depois de abrir o placar com um gol do meio-campista Ricardinho e permitir que a equipe alviverde empatasse o jogo em 3 a 3, o alvinegro decidiu o jogo nos minutos finais, com um gol do volante Vampeta. O segundo jogo contou com duas viradas de placar. O Palmeiras abriu a contagem com um gol do atacante Euller; o Corinthians chegou à primeira virada com dois gols de Luizão; e o alviverde virou novamente o jogo e definiu o placar em 3 a 2, com gols de Alex e Galeano.Com a igualdade no saldo de gols, a classificação para a final contra o Boca foi, pelo segundo ano consecutivo, definida nas cobranças de pênalti. O Palmeiras converteu as cinco cobranças, enquanto o adversário desperdiçou o último tiro livre indireto, depois que o goleiro Marcos defendeu a cobrança do ídolo corintiano Marcelinho Carioca, num dos momentos mais marcantes da história da competição[18][19]. No início da temporada de 2000, o Palmeiras conquistaria o torneio Rio-São Paulo, com uma goleada contra o Vasco de Edmundo e Romário por 4 a 0. Na metade do mesmo ano, com uma equipe de garotos e já com a diminuição expressiva de investimentos da Parmalat, o alviverde vence a Copa dos Campeões, que lhe garantiu o direito de disputar a Libertadores do ano seguinte.
[editar]Palmeiras no Século XXI

[editar]2001-2007
[editar]Início do novo milênio sem a Parmalat
Em 2001, no primeiro ano do novo milênio, já sem a Parmalat, o Palmeiras consegue chegar à semifinal da Libertadores da América, mas é eliminado novamente para o Boca Juniors, nos pênaltis, após uma atuação contestada do árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na primeira partida, na Argentina, em La Bombonera, por parte da equipe brasileira.
[editar]Segunda divisão e o retorno à elite


Vágner Love, fundamental na conquista da Série B de 2003
Em 2002, o clube foi rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro devido à péssima campanha no campeonato daquele ano, mesmo contando com uma equipe bastante forte, pelo menos no "papel", já que, na prática, isso não resultou em bons resultados. A última e derradeira partida ocorreu na Bahia na derrota para o Vitória. Em 2003, o Palmeiras disputou e venceu o campeonato da segunda divisão com larga folga em relação aos seus adversários, entre eles o Botafogo do Rio de Janeiro, retornando à primeira divisão no ano seguinte. Nessa equipe campeã da "Série B", o Palmeiras fez uma grande reformulação no seu elenco e apostou as suas fichas em garotos revelados pelo clube, entre eles Vágner Love. Apesar de ser pela segunda divisão, o Palmeiras conseguiu ter o artilheiro do campeonato nacional pela primeira vez em sua hintória, com o garoto Love. Em 2004, o clube obteve a quarta colocação no campeonato brasileiro e retornou à Libertadores da América, disputa em que é o clube brasileiro com o maior número de participações, além de quatro finais disputadas. No ano de 2005 o Verdão fica novamente em quarto lugar no "Brasileirão" e garante vaga na primeira fase de repescagem da Libertadores de 2006, onde passa com folga pelo Deportivo Táchira da Venezuela, tendo garantido assim, mais uma participação na fase de grupos da competição. Nas oitavas-de-final, o Palmeiras foi eliminado pelo segundo ano consecutivo pelo São Paulo, após dois jogos equilibrados e uma atuação considerada infeliz do trio de arbitragem comandado por Wilson Souza de Mendonça, que de certa maneira "ajudou" a decidir o confronto anotando um pênalti inexistente em cima de Júnior após "armar" de forma involuntária um contra-ataque a favor da equipe do Morumbi. No mesmo ano de 2006, faz boa campanha no Campeonato Paulista, mas termina na terceira posição, devido a ausência de seu melhor jogador até então, Juninho Paulista. No campeonato brasileiro realiza uma das piores campanhas da história palestrina, contudo, consegue escapar do rebaixamento.
[editar]Em busca do retorno às glórias


Palmeiras contra Atlético Mineiro, em 2007 no Estádio Palestra Itália.
Após um final de 2006 turbulento, o Palmeiras começa o ano de 2007 renovado, buscando um melhor planejamento para voltar a lutar efetivamente por títulos.
Encerrada a fraca campanha no campeonato brasileiro, o presidente Affonso Della Monica decidiu promover uma grande reformulação no departamento de futebol do clube, mesmo já estando no final de seu primeiro mandato. Essa reformulação iniciou-se com o afastamento do então diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, considerado como uma personalidade egocêntrica e geradora de conflitos como o que marcou a saída do elogiado treinador Tite. Sua substituição por Gilberto Cipullo, homem forte do clube nos "anos dourados" da Parmalat, foi seguida pela contratação do técnico Caio Júnior e a dispensa de diversos jogadores que não agradavam a torcida, sendo alguns deles com salários considerados altos para a difícil situação financeira do clube, tais como Juninho Paulista e Marcinho. Para superar algumas perdas, o Palmeiras investiu na contratação de alguns jogadores elogiados pela crítica na última temporada, tais como o zagueiro Edmílson, os volantes Pierre e Martinez, além dos atacantes Florentín e Cristiano.
Com um elenco mais enxuto e buscando planejar a colheita de bons resultados em um maior prazo, o Palmeiras de 2007 é um time em formação, mas que já espera pela crescente pressão dos torcedores para a conquista de títulos importantes (que não aparecem desde 2000).
No campo político, Della Monica conseguiu se reeleger para mais dois anos de mandato dentro do clube em 22 de janeiro, derrotando Roberto Frizzo e colocando em xeque o futuro político do ex-presidente Mustafá Contursi, aliado do rival. Para vencer as eleições, Della Monica contou com o apoio de outros nomes importantes da era Parmalat, como Seraphim Del Grande e Luiz Gonzaga Beluzzo (relegados ao ostracismo durante os anos em que Contursi dirigiu o clube), e de uma maioria significativa de torcedores, esperançosos com a volta de administradores que antes eram considerados como símbolo da boa organização que marcou a gloriosa década de 1990 do alviverde.
[editar]2008-2010
[editar]Fim do jejum de estaduais e nova geração de ídolos
 
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