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Testamos a TV OLED curva de 55″ da Samsung: uma obra de arte bem cara

A Samsung trouxe ao Brasil sua mais recente linha de aparelhos de TVs OLED com display curvado e forte apelo no design. O modelo, chamado de S9, que chegou nesta última terça-feira (26) ao mercado nacional, chama atenção por conta de sua curvatura, o alto contraste de imagem e pelo recurso "Multi View", onde duas imagens sobrepostas são exibidas ao mesmo tempo na tela.

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A tecnologia presente no display de 55 polegadas, o OLED, garante um contraste e exibição de cores muito superior ao LED convencional. As cores são realmente mais vivas e os pretos são pretos de verdade, já que o OLED desliga a luz dos pixels que exibem preto – o LCD/Plasma/LED utiliza um filtro polarizado que torna a luz branca do fundo em um cinza mais escuro possível, mas nunca é preto 100%.
O consumo da energia de telas OLED, em imagens totalmente brancas, costuma trazer superaquecimento ou uma sobrecarga para os pixels, já que todos ficam acesos com todo o consumo máximo de energia. De acordo com a Samsung, há meios de driblar este problema neste modelo. ”Nosso processador de imagem é capaz de lidar com a sobrecarga de energia quando o máximo de carga é exigido, nas cores brancas plenas”, afirma a empresa sul-coreana. O processador é Quad-core, o que garante melhor desempenho para o acesso dos menus e do tempo de resposta da iluminação dos pixels.


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A curvatura da tela não é notável de longe, mas a armação que segura o monitor garante que esta sensação exista, já que há um ponto de referência para a curvatura logo acima dele. De fato, ter uma tela curva não faz tanta diferença no uso cotidiano. Esta forma de monitor é interessante em salas de cinema com a tela ocupando muitos metros quadrados da parede, mas não em pouco mais de um metro de largura de tela. Como todo o conjunto é bem fino, os alto-falantes não são tão potentes, mas mais potentes do que outras OLEDs do mercado. São 10 watts por alto-falante em cada lado e 20 watts em um subwoofer localizado no centro da parte traseira, num total de 40 watts RMS de potência sonora. É bom, mas há monitores 4K que contam com mais de 100 watts RMS e custam a metade da TV da Samsung.

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Todas as conexões ficam separadas do corpo o aparelho. Esta escolha não existiu por conta da espessura do conjunto, mas sim por design. Apenas um fio chega até a tela, que conecta ao hub de conectores e antenas de conexão Wi-Fi e Bluetooth. A parte de design fica evidente, já que é possível esconder este hub e manter todos os outros fios escondidos atrás do móvel onde está a TV.
Por fim, a tela conta com uma tecnologia chamada de Multi View. Ela permite que o usuário possa acompanhar uma fonte de vídeo, enquanto outro usuário acompanha outra imagem. Não é possível dividir o sinal do aparelho de TV a cabo, mas é possível acessar uma antena coaxial tradicional, que passa a novela, e o futebol que vem do HDMI do receptor da TV por assinatura. Ou então o videogame, enquanto a TV passa o jornal. O recurso funciona incrivelmente bem, com ambos os sinais de vídeo sendo enviados em até Full HD e o áudios separados em um fone de ouvido bluetooth que acompanha o óculos 3D e 2D. Há uma sensação de isolamento bem grande, mas é algo pacífico para a briga entre o futebol de quarta e a novela.


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Por fim, há a possibilidade de um kit de expansão que insere melhorias e novos recursos que poderão ser lançados no ano que vem. Hoje ele é vendido por R$ 1 mil e apenas será necessário no final de 2014 ou começo de 2015. Ele permite a instalação de atualizações que são entregues apenas para novos aparelhos. Sua validade é de até quatro anos. Isso significa que os recursos que serão lançados até 2018, poderão chegar no aparelho comprado em 2014. Ainda não há preço específico para o kit de expansão deste modelo de TV, mas a Samsung afirma que ele custará R$ 1 mil ou mais.
O aparelho apresenta um ar de design bem forte, é realmente bonito. A tecnologia OLED ainda entrega uma melhor qualidade de imagem e o upscalling do aparelho faz bem o trabalho. Mesmo com um DVD comum, ou o sinal em baixa resolução da TV, o usuário terá a imagem melhorada pelo sistema do televisor. O problema é o seu preço de chegada: R$ 45 mil. Um valor bem maior do que alguns modelos de TVs 4K de maior tamanho.


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